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IGP-10 registra queda de 0,24% em março

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou queda de 0,24% em março, com menor intensidade que em fevereiro, quando foi de -0,42%. Com esse resultado, o índice acumula retração de 0,36% no ano e de 2,53% nos últimos 12 meses, indica o Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE). Em março de 2025, o IGP-10 subira 0,04% no mês e acumulava alta de 8,59% em 12 meses.

“Nesta apuração, o índice de preços ao produtor segue registrando queda nas commodities de maior peso, especialmente minério de ferro, soja e milho. O recuo do IPA não foi mais intenso devido à elevação dos preços de produtos da pecuária, como bovinos, carne e leite. No âmbito do consumidor, cuja taxa apresentou desaceleração expressiva, destacam-se os movimentos de cursos formais e passagens aéreas, ambos registrando retração em suas taxas de variação. Já na construção civil, altas menos intensas nos custos de mão de obra contribuíram para a desaceleração da inflação nesse segmento.”, afirma André Braz, economista do FGV IBRE.
Qual o valor do IGP-10 acumulado em 12 meses?

O IGP-10 acumulado é de -2,53% nos últimos 12 meses.

Mês de
referência
Evolução
Mensal
Acumulado
12 meses
mar/26 -0,24% -2,53%
fev/26 -0,42% -2,25%
jan/26 0,29% -0,99%
dez/25 0,04% -0,76%
nov/25 0,18% 0,34%
out/25 0,08% 1,60%
set/25 0,21% 2,88%
ago/25 0,16% 2,84%
jul/25 -1,65% 3,42%
jun/25 -0,97% 5,62%
mai/25 -0,01% 7,54%
abr/25 -022% 8,71%
mar/25 0,04% 8,59%
 
IPA-10 cai 0,39% em março
 

Em março, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,39%, arrefecendo o comportamento observado em fevereiro, quando registrou queda de 0,80%. Analisando os diferentes estágios de processamento, percebe-se que o grupo de Bens Finais apresentou aceleração, passando de -0,05% em fevereiro para 0,59% em março. Seguindo o mesmo comportamento, o índice correspondente a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu de 0,06% em fevereiro para 0,16% em março. A taxa do grupo Bens Intermediários caiu 0,33% em março, invertendo o movimento de fevereiro, quando o índice subira 0,51%. O índice de Bens Intermediários (ex) (excluindo o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção) caiu 0,03% em março, após alta de 0,61% mês anterior. O estágio das Matérias-Primas Brutas registrou queda menos intensa em sua taxa de variação em relação ao mês anterior, passando de -2,20% em fevereiro para -1,11% em março.

IPC fica praticamente estável em março (0,03%)
 

Em março, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,03%, inferior à taxa de 0,50% de fevereiro. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, cinco apresentaram recuo nas suas taxas de variação: Educação, Leitura e Recreação (1,51% para -2,16%), Transportes (0,93% para 0,06%), Alimentação (0,44% para 0,37%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,24% para 0,18%) e Habitação (0,34% para 0,31%). Em contrapartida, os grupos Vestuário (-1,10% para 0,07%), Despesas Diversas (0,33% para 0,88%) e Comunicação (0,00% para 0,11%) apresentaram avanço em suas taxas de variação.

INCC sobe 0,29% em março
 

Em março, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,29%, abaixo da taxa de 0,47% observada em fevereiro. Analisando os três grupos constituintes do INCC, observam-se movimentações idênticas nas suas respectivas taxas de variação na transição de fevereiro para março: o grupo Materiais e Equipamentos recuou de 0,32% para 0,28%; o grupo Serviços desacelerou de 0,53% para 0,25%; e o grupo Mão de Obra diminuiu de 0,66% para 0,31%.

O estudo completo está disponível no site
 
Acesse aqui o material complementar

 

O que é o IGP-10? 

O IGP-10 é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP) do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE). Registra a inflação de todos os segmentos desde matérias-primas agrícolas e industriais utilizadas pelos produtores até bens e serviços finais demandados pelos consumidores.

 

Como é calculado? 

O índice mede a evolução dos preços no período compreendido entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês atual. Ele é uma média ponderada de outros três índices: 

  • IPA-10 (Índice de Preços ao Produtor Amplo – 10), com peso aproximado de 60%;
  • IPC-10 (Índice de Preços ao Consumidor – 10), com peso aproximado de 30%;
  • INCC-10 (Índice Nacional de Custo da Construção – 10), com peso aproximado de 10%. 

 

Quais as diferenças entre o IGP-10, INCC-M e IGP-M? 

O IGP-10 e o IGP-M são essencialmente o mesmo índice, sendo diferenciados apenas pelo período de apuração da variação de preços: enquanto o IGP-10 apura as variações entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês atual, o IGP-M apura entre o dia 21 do mês anterior e o dia 20 do mês atual. Já o INCC-M é um componente do IGP-M, do mesmo modo que o INCC-10 é componente do IGP-10.

 

Qual o público-alvo? 

Como o IGP-10 é um índice múltiplo, seus componentes possuem públicos-alvo diferentes: o IPA-10 abrange os produtores dos setores agropecuário e da indústria de transformação; o IPC-10 abrange a cesta das famílias com renda de 1 a 33 salários-mínimos; e o INCC-10 abrange o setor da construção de imóveis residenciais.


Calendário de divulgação 2026:
 

*O calendário completo será divulgado ao longo do ano pelo FGV IBRE

Confira também o calendário do ano anterior:
  

 

Confira todos os resultados do IGP-10 em 2026

Veja a matéria completa aqui!

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