A adoção de tecnologias de monitoramento na segurança pública tem gerado debates intensos em toda a sociedade brasileira, exigindo dados concretos para orientar a tomada de decisão governamental. Inserido nesse contexto de urgência por políticas baseadas em evidências, o Relatório de Impacto 2025/2026 da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV EAESP) destaca um projeto crucial focado na avaliação do impacto do uso de câmeras corporais pela Polícia Militar do Estado de São Paulo. A iniciativa é liderada pela professora Joana Monteiro e conta com uma equipe de pesquisadores de ponta.
O estudo é coordenador pela professora da FGV EAESP, Joana Monteiro, de forma colaborativa com o Centro de Ciência Aplicada à Segurança Pública (FGV CCAS), em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e a própria Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP). O objetivo central da pesquisa é identificar e avaliar rigorosamente como a implementação dessas câmeras afeta três pilares fundamentais: o uso da força policial, as mudanças no comportamento da população abordada e o esforço policial no dia a dia. Ao mensurar essas variáveis, o projeto busca oferecer subsídios técnicos e empíricos robustos para o aprimoramento contínuo das políticas públicas de segurança.
Além de otimizar a gestão das corporações, o impacto organizacional e social dessa pesquisa é profundo, alinhando-se diretamente aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 10 (Redução das Desigualdades) e 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes). O projeto contribui significativamente para o aprimoramento da atuação e da gestão institucional da polícia, visando à redução do uso excessivo da força por meio da incorporação de evidências empíricas. Dessa forma, a iniciativa fortalece a accountability (responsabilização), o cumprimento estrito de protocolos operacionais e, fundamentalmente, a proteção dos direitos fundamentais da população.
Saiba mais sobre o estudo e acesse o Relatório de Impacto da FGV EAESP clicando aqui