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Em Paraíso tropical, publicado pela Editora FGV, o diretor do FGV CPDOC, Celso Castro, convida o leitor a abandonar essa percepção ingênua e compreender que a natureza turística de um local é uma complexa construção histórica e cultural, tecida por imagens e narrativas que selecionam o que deve ser visto, sentido e consumido, e o que precisa permanecer na sombra.
Para que o “turista” moderno e a ideia de viajar por prazer se fortalecessem no imaginário ocidental, foi necessário que uma série de mudanças estéticas e intelectuais se generalizasse, como a valorização da natureza e das paisagens, de novas maneiras de lidar com o corpo e da noção de lazer como forma de aliviar o estresse da vida moderna.
Assim, reconhecer um lugar como “turístico”, mostra o autor, é resultado de uma construção de significados, um sistema estabelecido, mantido e negociado ao longo do tempo.
Ao analisar guias de viagem, propagandas, livros e filmes produzidos a partir da década de 1920, a obra revela como as narrativas e as imagens do Rio de Janeiro se transformaram ao longo do tempo.
Do glamour do Centro do Rio ao erotismo das praias cariocas, passando pela curiosidade despertada pelas favelas e pelo estigma da violência urbana, o livro mostra como o Rio de Janeiro foi inventado e reinventado, ao longo do século XX, como um paraíso tropical.
Para marcar o lançamento de Paraíso tropical: narrativas e imagens do turismo no Rio de Janeiro, Celso Castro participa de uma sessão de autógrafos e de um breve bate-papo com a professora Valéria Lima Guimarães (Turismo | UFF), na Livraria da Travessa Botafogo, no dia 25 de agosto, às 19h.