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Educação corporativa ganha valor quando conecta aprendizado à prática do trabalho, aponta levantamento da FGV

A busca das empresas por programas de desenvolvimento mais conectados aos desafios reais do negócio tem ampliado a importância da educação corporativa customizada. Levantamento realizado pela FGV com 1.361 ex-alunos de programas corporativos indica que a aplicação prática do conhecimento, a qualidade do corpo docente e a percepção de contribuição para a trajetória profissional estão entre os principais fatores associados à avaliação positiva desse tipo de formação. 

A pesquisa ouviu ex-alunos dos programas de Curta e Média Duração e MBA In Company formados até 2021. Os dados apontam satisfação geral superior a 92% nos dois formatos: 92,5% entre egressos de MBA e 92,4% entre participantes de programas de Curta e Média Duração. O NPS também ficou em patamar elevado, com 75,0 no MBA In Company e 82,4 nos programas de Curta e Média Duração. 

“A educação corporativa sempre foi uma alavanca importante para o ganho de competitividade empresarial no setor privado e geração de valor para o cidadão no setor público. Nestas primeiras décadas do século XXI esta importância se intensificou, diante dos desafios impostos pela revolução tecnológica, da transformação do ambiente de negócios e das novas demandas colocadas para empresas e governos. A pesquisa com os egressos reforça esta tendência de aumento da importância estratégica da educação corporativa, a partir do impacto produzido nas carreiras e no contexto de trabalho destes indivíduos”, destaca João Lins, Diretor Executivo do FGV in Company e Professor da EAESP. 

Mais do que satisfação, o estudo mostra que a percepção de valor está fortemente associada à capacidade de aplicar o aprendizado no ambiente profissional. Entre os respondentes, 88,1% dos egressos de MBA e 90,6% dos participantes de programas de Curta e Média Duração afirmaram aplicar os conhecimentos adquiridos no trabalho de forma ocasional ou frequente. 

A contribuição para o desenvolvimento profissional também aparece em patamar elevado: 89,9% no MBA e 92,0% nos programas de Curta e Média Duração avaliaram que o curso contribuiu parcial ou totalmente para sua trajetória. Entre os principais impactos percebidos na carreira, a melhoria na performance foi o item mais citado nos dois formatos, mencionada por 54,7% dos egressos de MBA e 63,9% dos participantes de programas de Curta e Média Duração. Também se destacaram preparação para posições de liderança, maior reconhecimento profissional e ampliação de networking. 

“Fica claro pelas respostas obtidas no estudo que, no contexto complexo e dinâmico em que vivemos, o desafio da educação corporativa está relacionado não apenas com o acesso ao conhecimento atualizado e cientificamente comprovado, mas também a capacidade de conectar rapidamente esse conhecimento com a prática e com desafios reais das organizações. Mais do que nunca a gestão baseada em evidências torna-se um imperativo para prosperar de maneira consistente e transformar as organizações”, aponta João Lins. 

Os dados reforçam uma tendência observada no mercado de educação corporativa: a valorização de programas mais flexíveis, modulares e aderentes ao contexto específico das organizações. No levantamento, quando questionados sobre os atributos mais importantes em um programa de educação corporativa, os ex-alunos destacaram principalmente aplicabilidade prática e qualidade do corpo docente. Entre os participantes de MBA, a aplicabilidade prática foi mencionada por 68,2%, seguida pela qualidade do corpo docente, com 59,7%. Nos programas de Curta e Média Duração, a qualidade do corpo docente foi citada por 64,3%, enquanto a aplicabilidade prática apareceu com 59,8%. 

“A possibilidade de customização presente nos programas corporativos aumenta a aderência do processo de aprendizagem aos desafios concretos que os alunos estão enfrentando em suas organizações e favorece a transposição da teoria para a prática, possibilitando um retorno efetivo do investimento feito pelas organizações no desenvolvimento dos seus colaboradores”, complementa João Lins. 

A percepção sobre o investimento realizado pelas empresas também foi positiva. Segundo a pesquisa, 90,5% dos egressos de MBA e 84,8% dos participantes de Curta e Média Duração avaliaram o programa como um bom investimento. O dado sugere que, para os ex-alunos, a educação corporativa tende a ser mais valorizada quando combina reputação acadêmica, corpo docente qualificado, metodologia adequada e conexão com a prática profissional. 

O estudo também investigou efeitos percebidos no ambiente organizacional. Entre os participantes de programas de Curta e Média Duração, 61,9% afirmaram ter percebido melhora no clima organizacional após o programa. No MBA, esse percentual foi de 50,1%. Embora os resultados indiquem percepção positiva, a FGV ressalta que os dados refletem a visão dos ex-alunos no momento da pesquisa e não medem causalidade direta entre a formação e indicadores objetivos das empresas. 

“Este estudo contribuiu para uma melhor compreensão do impacto da educação corporativa na carreira dos egressos e nas suas respectivas organizações. Ao investigar a percepção de profissionais que passaram pela experiência e concluíram o curso há pelo menos cinco anos, a pesquisa coletou informações consistentes e com um distanciamento adequado da experiência em si, de forma que os participantes puderam refletir sobre os efeitos de médio e longo prazo do processo de aprendizagem que vivenciaram”, conclui João Lins.  

Para a FGV In Company, os resultados apontam que a educação corporativa tende a ganhar relevância quando consegue responder a três demandas simultâneas: desenvolvimento de competências, aplicação prática no trabalho e aderência aos objetivos estratégicos das organizações. Em um cenário em que empresas buscam formar lideranças, atualizar equipes e acelerar a aprendizagem em contextos de transformação, programas customizados podem contribuir para aproximar conhecimento acadêmico e desafios concretos de gestão. 

Sobre a pesquisa 

A pesquisa quantitativa foi realizada pela Diretoria de Comunicação e Marketing da FGV, com ex-alunos dos programas de Curta e Média Duração e MBA In Company da FGV, formados até 2021. A coleta ocorreu entre 3 de fevereiro e 9 de março de 2026. Ao todo, foram consideradas 1.361 entrevistas, sendo 665 de Curta e Média Duração e 696 de MBA In Company. Os dados foram ponderados por perfil. A margem de erro é de 3,77 pontos percentuais para Curta e Média Duração e de 3,64 pontos percentuais para MBA. 

Sobre o FGV In Company 

Com mais de 15 anos de experiência, o FGV In Company desenvolve treinamentos customizados alinhados aos objetivos estratégicos de empresas e instituições públicas. Os programas customizados visam auxiliar executivos a desenvolver habilidades de liderança, aprimorar a gestão de equipes e aumentar o desempenho organizacional. 

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