O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 0,30% em junho. No mês de maio, a taxa havia sido de 0,89%. Com este resultado, o índice acumula alta de 3,16% no ano e de 2,15% em 12 meses, indica o Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE). Em junho de 2025, o IGP-10 havia caído 0,97% e acumulava alta de 5,62% em 12 meses.
“O resultado do IGP-10 em junho foi fortemente influenciado pela queda dos preços ao produtor, especialmente de commodities relevantes como café, cana-de-açúcar e combustíveis, refletindo um cenário de acomodação nos preços internacionais e normalização de oferta. Por outro lado, houve pressões pontuais de alta em itens agrícolas como batata-inglesa e feijão, associadas a fatores sazonais de oferta. No varejo, a desaceleração de combustíveis contribuiu para conter o índice, apesar de aumentos em alimentos in natura e tarifas de energia. Já na construção, a elevação da mão de obra e de insumos específicos manteve o INCC em trajetória de alta, limitando uma queda mais intensa do índice geral.“, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
Qual o valor do IGP-10 acumulado em 12 meses?
O IGP-10 acumulado é de 2,15% nos últimos 12 meses.
| Mês de referência |
Evolução Mensal |
Acumulado 12 meses |
|---|---|---|
| jun/26 | -0,30% | 2,15% |
| mai/26 | 0,89% | 1,46% |
| abr/26 | 2,94% | 0,56% |
| mar/26 | -0,24% | -2,53% |
| fev/26 | -0,42% | -2,25% |
| jan/26 | 0,29% | -0,99% |
| dez/25 | 0,04% | -0,76% |
| nov/25 | 0,18% | 0,34% |
| out/25 | 0,08% | 1,60% |
| set/25 | 0,21% | 2,88% |
| ago/25 | 0,16% | 2,84% |
| jul/25 | -1,65% | 3,42% |
| jun/25 | -0,97% | 5,62% |
IPA cai 0,71% em junho
Em junho, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,71%, registrando uma inversão em sua taxa em comparação à alta de 0,95% observada no mês anterior. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais subiu 0,49% em junho, porém inferior à taxa de 0,81% observada no mês anterior. Em movimento similar, o índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, recuou de 0,79% em maio para -0,14% em junho. A taxa do grupo Bens Intermediários registrou alta de 0,57% em junho, registrando um recuo significativo, quando comparado à taxa de 2,41% observada no mês anterior. Seguindo o mesmo comportamento, o índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, desacelerou de 1,98% em maio para 0,24% em junho. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas apresentou queda de 2,39% em junho, após subir 0,06% no mês anterior.
IPC sobe 0,56% em junho
Em junho, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,56%, apresentando desaceleração em relação ao mês anterior, quando o índice subiu 0,68%. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, três classes apresentaram recuo: Transportes (0,29% para ‑0,49%), Saúde e Cuidados Pessoais (1,00% para 0,44%) e Educação, Leitura e Recreação (0,38% para 0,23%). Em contrapartida, cinco classes de despesa exibiram aumento em suas taxas de variação: Despesas Diversas (0,47% para 1,29%), Habitação (0,71% para 0,93%), Vestuário (‑0,07% para 0,74%), Comunicação (0,00% para 0,12%) e Alimentação (1,22% para 1,23%).
INCC sobe 0,92% em junho
Em junho, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,92%, valor superior à taxa de 0,86% observada em maio. Analisando os três grupos componentes do INCC, observam-se movimentações distintas nas suas respectivas taxas de variação na transição de maio para junho: o grupo Materiais e Equipamentos recuou de 1,29% para 1,08%; o grupo Serviços reduziu de 0,59% para 0,45%; e o grupo Mão de Obra teve alta de 0,36% para 0,80%.
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O que é o IGP-10?
O IGP-10 é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP) do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE). Registra a inflação de todos os segmentos desde matérias-primas agrícolas e industriais utilizadas pelos produtores até bens e serviços finais demandados pelos consumidores.
Como é calculado?
O índice mede a evolução dos preços no período compreendido entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês atual. Ele é uma média ponderada de outros três índices:
- IPA-10 (Índice de Preços ao Produtor Amplo – 10), com peso aproximado de 60%;
- IPC-10 (Índice de Preços ao Consumidor – 10), com peso aproximado de 30%;
- INCC-10 (Índice Nacional de Custo da Construção – 10), com peso aproximado de 10%.
Quais as diferenças entre o IGP-10, INCC-M e IGP-M?
O IGP-10 e o IGP-M são essencialmente o mesmo índice, sendo diferenciados apenas pelo período de apuração da variação de preços: enquanto o IGP-10 apura as variações entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês atual, o IGP-M apura entre o dia 21 do mês anterior e o dia 20 do mês atual. Já o INCC-M é um componente do IGP-M, do mesmo modo que o INCC-10 é componente do IGP-10.
Qual o público-alvo?
Como o IGP-10 é um índice múltiplo, seus componentes possuem públicos-alvo diferentes: o IPA-10 abrange os produtores dos setores agropecuário e da indústria de transformação; o IPC-10 abrange a cesta das famílias com renda de 1 a 33 salários-mínimos; e o INCC-10 abrange o setor da construção de imóveis residenciais.
Calendário de divulgação 2026:
*O calendário completo será divulgado ao longo do ano pelo FGV IBRE
Confira também o calendário do ano anterior: