O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 0,51% em agosto, segundo o Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE). No mês de julho, a taxa havia sido de ‑1,13%. Com este resultado, o índice acumula alta de 1,48% no ano e de 2,00% em 12 meses. Em agosto de 2025, o IGP-10 havia subido 0,16% e acumulava alta de 2,84% em 12 meses.
“O resultado do IGP de agosto reflete, principalmente, a queda dos preços de energia. No IPA, o principal impacto veio do grupo de derivados de petróleo e biocombustíveis, que registrou recuo de 10%. Também merece destaque a variação dos produtos químicos, com queda de 1,48%. Embora menos intensa do que a observada no grupo anterior, essa retração ainda exerceu influência relevante sobre o resultado do índice.
Já nos preços ao consumidor, a principal contribuição para a desaceleração observada não decorreu de movimentos de mercado, como ocorreu no IPA, mas de um mecanismo pontual: a aplicação do Bônus de Itaipu. O benefício, concedido às residências com consumo de até 350 kWh, contribuiu de forma significativa para a queda de 8% da energia elétrica residencial no IPC.
Por fim, no INCC, a alta reflete reajustes de mão de obra em todas as capitais, com Porto Alegre chegando a registrar 3,5%.“, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE
Qual o valor do IGP-10 acumulado em 12 meses?
O IGP-10 acumulado é de 2,00% nos últimos 12 meses.
| Mês de referência |
Evolução Mensal |
Acumulado 12 meses |
|---|---|---|
| ago/26 | -0,51% | 2,00% |
| jul/26 | -1,13% | 2,68% |
| jun/26 | -0,30% | 2,15% |
| mai/26 | 0,89% | 1,46% |
| abr/26 | 2,94% | 0,56% |
| mar/26 | -0,24% | -2,53% |
| fev/26 | -0,42% | -2,25% |
| jan/26 | 0,29% | -0,99% |
| dez/25 | 0,04% | -0,76% |
| nov/25 | 0,18% | 0,34% |
| out/25 | 0,08% | 1,60% |
| set/25 | 0,21% | 2,88% |
| ago/25 | 0,16% | 2,84% |
IPA cai 0,69% em agosto
Em agosto, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,69%, queda menos intensa que a de -1,76% observada no mês anterior. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais caiu 0,62% em agosto, aprofundando a queda em sua taxa em comparação à registrada no mês anterior, de -0,44%. Em movimento oposto, o índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, passou de -0,07% em julho para 0,13% em agosto. Já o grupo de Bens Intermediários registrou queda de 1,98% em agosto, após subir 0,78% no mês anterior. Em movimento similar, o índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, recuou de 0,11% em julho para -0,30% em agosto. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas apresentou alta de 0,23% em agosto, após cair 4,47% no mês anterior.
IPC cai 0,47% em agosto
Em agosto, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou queda de 0,47%, apresentando desaceleração em relação ao mês anterior, quando o índice subiu 0,23%. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, sete classes apresentaram recuo: Habitação (0,38% para ‑1,10%), Alimentação (‑0,22% para ‑0,91%), Transportes (0,12% para ‑0,49%), Comunicação (0,85% para 0,05%), Vestuário (‑0,65% para ‑1,33%), Educação, Leitura e Recreação (0,61% para 0,30%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,40% para 0,18%). Em contrapartida, apenas uma classe de despesa exibiu aumento em sua taxa de variação: Despesas Diversas (0,80% para 1,08%).
INCC sobe 0,65% em agosto
Em agosto, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,65%, igual à taxa observada em julho. Analisando os três grupos componentes do INCC, observam-se movimentações distintas nas suas respectivas taxas de variação na transição de julho para agosto: o grupo Materiais e Equipamentos recuou de 0,46% para 0,20%; o grupo Serviços ampliou a alta de 0,17% para 0,34%; e o grupo Mão de Obra teve alta de 0,96% para 1,25%.
O estudo completo está disponível no site
Acesse aqui o material complementar
O que é o IGP-10?
O IGP-10 é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP) do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE). Registra a inflação de todos os segmentos desde matérias-primas agrícolas e industriais utilizadas pelos produtores até bens e serviços finais demandados pelos consumidores.
Como é calculado?
O índice mede a evolução dos preços no período compreendido entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês atual. Ele é uma média ponderada de outros três índices:
- IPA-10 (Índice de Preços ao Produtor Amplo – 10), com peso aproximado de 60%;
- IPC-10 (Índice de Preços ao Consumidor – 10), com peso aproximado de 30%;
- INCC-10 (Índice Nacional de Custo da Construção – 10), com peso aproximado de 10%.
Quais as diferenças entre o IGP-10, INCC-M e IGP-M?
O IGP-10 e o IGP-M são essencialmente o mesmo índice, sendo diferenciados apenas pelo período de apuração da variação de preços: enquanto o IGP-10 apura as variações entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês atual, o IGP-M apura entre o dia 21 do mês anterior e o dia 20 do mês atual. Já o INCC-M é um componente do IGP-M, do mesmo modo que o INCC-10 é componente do IGP-10.
Qual o público-alvo?
Como o IGP-10 é um índice múltiplo, seus componentes possuem públicos-alvo diferentes: o IPA-10 abrange os produtores dos setores agropecuário e da indústria de transformação; o IPC-10 abrange a cesta das famílias com renda de 1 a 33 salários-mínimos; e o INCC-10 abrange o setor da construção de imóveis residenciais.
Calendário de divulgação 2026:
*O calendário completo será divulgado ao longo do ano pelo FGV IBRE
Confira também o calendário do ano anterior: