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Fórum Econômico FGV encerra Rio Innovation Week com foco em competitividade, sustentabilidade e tecnologia

Da esquerda pra direita, Carlos Marques (Parlatório), Ricardo Simonsen (CQPA FGV), Alexandre Kloh (Grupo Mac Laren) Rogério Zampronha (Prumo Logística), João Paulo Pieroni (BNDES), Dr. Darlon Orlamunder de Souza (Klabin) e Fernando Queiroz (EMBRAER)
 

O segundo dia do Fórum Econômico FGV, evento realizado pela FGV Projetos em parceria com a Rio Innovation Week, consolidou as discussões sobre o futuro da economia nacional diante de um cenário global em rápida transformação. Reunindo lideranças empresariais, pesquisadores e representantes do setor público, o encerramento do Fórum concentrou-se nas estratégias necessárias para aumentar a competitividade do Brasil, garantir a segurança em setores estratégicos e impulsionar a inovação tecnológica alinhada às demandas de sustentabilidade. 

Resiliência e competitividade na nova ordem global 
 

No painel “Resiliência e Competitividade da Base Produtiva Brasileira”, os especialistas analisaram como a indústria e as empresas estão se adaptando a um mundo pautado pela incerteza. Coordenado por Ricardo Simonsen, diretor da Central de Qualidade para Pesquisa Aplicada da Fundação Getulio Vargas (CQPA), o debate destacou os pilares dessa transformação.  

Simonsen pontuou que “temos 3 fatores que impactam o mundo nos dias de hoje: tecnologia, sustentabilidade e geopolítica […] isso faz com que as empresas tenham que repensar sua forma de gestão, financiamento e tecnológica”. Ele ressaltou ainda que “todas essas mudanças mexem na capacidade de organização das empresas, obrigando a implementar novas tecnologias e impactando a cultura organizacional.” 

 

Painel “Resiliência e Competitividade da Base Produtiva Brasileira”

Trazendo a perspectiva da indústria frente a esse cenário de alta complexidade, Fernando Queiroz, da EMBRAER, enfatizou a importância do pragmatismo e da gestão atenta à realidade operacional. “Você precisa fazer uma análise do que está acontecendo e estar presente no seu negócio. Não adianta refutar a grande onda e buscar competitividade no resultado, mas [avaliar] como irei garantir segurança no meu negócio“, explicou Queiroz. Ele também compartilhou o princípio que norteia as adaptações na companhia: “eu combato a complexidade do mundo com simplicidade”. 

O papel do financiamento público no apoio às empresas diante dos novos desafios globais, especialmente os climáticos, foi abordado por João Paulo Pieroni, do BNDES. “Estamos vendo cada vez mais eventos climáticos e o banco instaurou um comitê de crise para que possamos atuar mais rapidamente para atender pessoas e empresas. Se preparar de forma mais ágil e ter produtos mais flexíveis para que tenhamos respostas mais rápidas”, afirmou. Pieroni também fez um alerta sobre a necessidade de fortalecimento da indústria nacional: “É cada vez mais essencial que tenhamos produção de bens no Brasil, para que o Brasil tenha cada vez mais autonomia”. 
 
O painel contou também com a participação de Carlos Marques (Parlatório), Dr. Darlon Orlamunder de Souza (Klabin), Alexandre Kloh (Mac Laren) e Rogerio Zampronha (Prumo Logística). 

Infraestrutura, tecnologia e segurança energética marcam debates 
 

A programação seguiu com o painel “Infraestrutura, recursos estratégicos, defesa e segurança”, coordenado por Sérgio Gustavo Silveira da Costa, da FGV Projetos. A mesa reuniu nomes como Luciana Costa (BNDES), Marcelo Knorich Zuffo (USP), Almirante Ilques (FGV Defesa), Almirante Edesio Teixeira Lima Júnior (Sindicato Nacional das Indústrias do Material de Defesa e Segurança), Leonardo Faria de Mattos (EGN), Gabriela Costa (ATP Associação de Terminais Portuários Privados) e Mario Povia (IBI) para discutir os gargalos e as oportunidades de investimento em áreas vitais para a soberania e o desenvolvimento econômico do país. 

 

 Painel “Infraestrutura, recursos estratégicos, defesa e segurança”

Na sequência, o painel “Novas rotas e o ‘catching up’ tecnológico”, sob a coordenação de André Barcaui (FGV Educação Executiva), explorou os caminhos para que o Brasil acelere seu desenvolvimento em áreas de fronteira do conhecimento. O debate contou com a presença de Yuri Saporito, da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV EMAp), Luiz Davidovich (Academia Brasileira de Ciências), Antonio José Roque (CNPEM), Samuraí Brito (ITAÚ), Francisco Rondinelli Junior (CNEN) e Alessandro Facure (ANSN) focando na integração entre academia, governo e iniciativa privada para reduzir o atraso tecnológico e posicionar o país de forma mais competitiva globalmente. 

 

Painel “Novas rotas e o ‘catching up’ tecnológico”
 

Encerrando a programação, o painel “Segurança energética e transição”, coordenado por Amanda Schutze, do FGV Clima da Escola de Economia de São Paulo (FGV EESP), aprofundou a discussão sobre o papel estratégico do Brasil na transição para uma economia de baixo carbono. Com participações de especialistas do setor como Thiago Ivanoski (EPE),Clarissa Lins (Catavento), Patrícia Audi (ABRADEE) e Cynthia Silveira (Exergia Consultoria), o encontro mapeou os desafios regulatórios e as perspectivas para garantir suprimento energético confiável enquanto o país avança em suas metas de sustentabilidade. 

 

Painel “Segurança energética e transição

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