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Marcos Facó debate o futuro da comunicação e o impacto da Inteligência Artificial no Rio Innovation Week 2026

crédito da foto: Paulo Aragon / The Builders Rio 

O Diretor de Comunicação e Marketing da Fundação Getulio Vargas, Marcos Facó, participou nesta terça-feira, 4 de agosto, da conferência Open Innovation, parte da programação do Rio Innovation Week 2026. O CMO da FGV integrou o painel “Comunicação Inteligente: IA, dados e o futuro das marcas”, ao lado de Marco Sinatura (Chief Strategy & Innovation Officer da ID\TBWA), Rô Santiago (The Builders Rio) e Rodrigo Terra (sócio e VP Executivo da Monking). O debate focou em como a inteligência artificial e a análise de dados estão redesenhando a comunicação das marcas e os desafios práticos para as lideranças de marketing na atualidade.  

Durante o evento, Facó avaliou como o ensino e o mercado estão sendo impactados por tecnologias inovadoras e ressaltou que, apesar da digitalização acelerada, o grande valor das organizações reside na inteligência humana.  

 
A tríade inegociável e o repertório humano  

Para o CMO da FGV, a Inteligência Artificial deve ser encarada como uma ferramenta de apoio, cuja eficácia depende diretamente do conhecimento de quem a opera. Ele estruturou esse novo cenário da comunicação em três pilares fundamentais: dados; plataformas que agreguem e produzam informações; e, por fim, pessoas capacitadas para extrair outputs e compreender o contexto.  

“Dados, plataforma e inteligência voltada para a ação. Isso é inegociável”, ressaltou Facó. Ele alertou, ainda, para o risco da terceirização do raciocínio crítico: “A IA interpreta o que está no contexto, mas não percebe o que ficou de fora. A questão hoje é que você tem uma navegação que traz dados racionais, mas não há emoção ou julgamento. Você precisa colocar repertório. Sem isso, um prompt mal formulado te dará respostas ignorantes. A IA dá respostas precisas, mas dificilmente trará a emoção e a experiência”.

 

 

O diferencial do conteúdo na Educação  

Ao analisar a atuação das marcas no setor educacional, Marcos Facó destacou que a força da FGV está em sua produção intelectual. “Temos uma infinidade de professores produzindo conhecimento. E conhecimento é conteúdo. Isso é um diferencial enorme, porque dá identidade para a marca”, pontuou.  

Neste contexto, o profissional que souber utilizar corretamente a IA será aquele que se destacará no mercado. O diretor avalia que a tecnologia substitui etapas operacionais, mas não o processo estratégico como um todo. Por conta disso, a projeção é de que a demanda nas áreas de Comunicação e Marketing aumente, impulsionada pela capacidade de produzir em maior volume e com mais assertividade.  

 

Experiência gerada por pessoas  

O grande desafio para as marcas e corporações, de acordo com as discussões do painel, será equilibrar a automação de dados com a humanização do atendimento e da criação.   

“A informação é padrão, mas a experiência é única. Essa sinergia é o que as marcas precisam buscar a partir de então”, resumiu Facó.  

Para concluir, Facó fez questão de exaltar o papel do fator humano dentro das corporações. “As empresas precisam de profissionais bons. Sem isso, não conseguem gerar nada. Eu tenho muito orgulho de ter uma equipe altamente capacitada, capaz de fazer a diferença ano após ano. As plataformas são ferramentas, mas quem cria experiência são as pessoas”, finalizou.  

 

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